MASTITE

Os processos inflamatórios da mama são chamados de mastites. Podem ser de origem infecciosa (relacionado a bactérias ou outros microorganismos) ou não-infecciosa. Os sintomas mais comuns são vermelhidão, calor local, febre e abscessos de pus. É muito importante buscar atendimento médico especializado no caso de mastites pois o diagnóstico preciso nem sempre é simples, e alguns casos raros de câncer podem imitar alguns tipos de mastite. Com a devida avaliação e acompanhamento é possível diferenciá-los adequadamente.

 

 Alguns tipos de mastite:

 

Mastite puerperal (ou lactacional): é o tipo mais comum. Ocorre em mulheres que estão amamentando, e pode surgir em qualquer fase do aleitamento, mas é mais comum entre a segunda e a quinta semana do puerpério. Explicando de maneira simples: ocorre a entrada de bactérias que já existem na pele da mãe ou na boca do bebê através de pequenas fissuras ou machucados, em um tecido inflamado por problema de drenagem de leite, e portanto predisposto a infecções. Por esse motivo, todas as situações que levam a um problema da drenagem no leite aumentam o risco de evolucão para mastite: ingurgitamento mamário, ducto entupido, pega inadequada que não esvazie a mama adequadamente e  facilite a formação de fisssuras. A mastite costuma se manifestar com dor, vermelhidão na mama, calor local, febre e até um mal estar geral, e pode ocorrer a formação de abscessos de pus.

 

 Para tratamento da mastite puerperal:

 

 – Antibióticos (em alguns casos o tratamento pode ser em casa, em outros deverá ser no hospital)

 – Manter a amamentação sempre que possível ou ordenha. Lembra que o não-esvaziamento adequado da mama causa a mastite?

– Sutiãs ou faixas para sustentar a mama para ajudar na dor.

– Analgésicos, antitérmicos e antiinflamatórios para conforto.

– Avaliação da presença de abscessos – se presentes deverão ser drenados. Em geral é realizada uma pequena incisão sob anestesia local ou geral, que possibilite a drenagem do pus.

 

Para prevenir a mastite puerperal:

 

– Amamentação, amamentação, amamentação…. Um bom esvaziamento mamário é a melhor prevenção

– Observar se a pega está adequada. Trocar a posição da mamada também pode ser útil para esvaziar as diferentes regiões da mama

– Não fazer calor local, isso vai aumentar ainda mais a produção

– Caso ocorra ingurgitamento mamário – solicitar ajuda da sua rede de apoio e equipe de saúde (médica, enfermeira ou consultora de amamentação). É importante reverter esse quadro para evitar a mastite, e também acompanhar os sintomas. Às vezes a evolução dos sintomas para mastite bacteriana é rápida e devemos iniciar tratamento com antibióticos precocemente.

 

Abscesso subareolar crônico recidivante: infecção recorrrente e crônica na região da aréola. É muito associada ao tabagismo – o cigarro causa uma alteração nesses ductos. Inicia-se com um ponto de inflamação na aréola, que depois evolui para um abscesso e por fim se forma uma fístula (üm caminho”) para drenagem de pus. Geralmente unilateral, mas pode ser bilateral, e em geral se repete por meses ou até anos. O uso de antibióticos é útil no tratamento agudo, mas o tratamento definitivo envolve parar de fumar e a retirada cirúrgica dessa fístula.

 

Mastite tuberculosa: manifestação mamária da tuberculose. Pode estar associado ou não ao quadro pulmonar,o mais comum é que não esteja. Em geral se manifesta com múltiplos abscessos, de evolução lenta. O diagnóstico é confirmado pelo exame de isolamento do agente da tuberculose em material de biópsia – mas nem sempre é identificado. O tratamento é feito com as medicações habituais para tuberculose.

 

Mastite granulomatosa idiopática: doença rara que é uma condição inflamatória, não relacionada a infecção por microorganismos. Em geral é uma mastite de acometimento difuso, com pouca formação de pus, e formação de várias pequenas úlceras ou orifícios na pele. O tratamento é feito com medicações que controlem a inflamação, como corticóides em altas doses ou metotrexate.

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